home sick

Respondendo ao Quiz proposto por "Bandida Estilosa Que Chega Roubando A Cena"

11 Perguntas para serem respondidas 
(Aqui estão as tuas respostas Nathy)

1-  tem algo que fez no passado e hoje se arrepende?

Não tenho coisas que me arrependa de ter feito, tenho sim coisas que me arrependo de NÃO ter feito. Todas as coisas que queria ter feito e não fiz por medo. Todas as saídas à noite que não fiz, os beijos que não roubei, os amores que não declarei, os abraços que não dei...



2- ja sofreu algum tipo de preconceito?
Não.


3- o que na sua vida não poderia faltar nunca?
Amigos. Paixão. Uma caneta para escrever. Café.


4- tem alguém que ja morreu que se pudesse traria de volta? quem?
A minha mummy.


5- gosta de animais? tem algum?
Adoro animais! E tenho 3 gatos (Napoleão, Amália e Chamussa)!

6- tem algo que detesta em uma pessoa?

Eu tento sempre ver o lado positivo das pessoas, todos temos coisas detestáveis e lados adoráveis!


7- o que mais te machuca em uma relação?
Quando o amor começa a morrer e sabes que não o podes salvar.


8- sente muito ciumes de algo ou alguem? o que ou quem?
Só se gostasse de duas pessoas ao mesmo tempo, e essas pessoas gostassem uma da outra... aí sim, acho que ficava muito ciumenta.


9- acha que existe vida após a morte?
Não. Acho que depois da morte somos apenas matéria.


10- acredita no fim do mundo?
Tudo tem um fim... Acho que sim.


11- se pudesse falar hoje algo pra uma pessoa que está brigada ou que as vezes não tem coragem de fala por timidez falaria o que pra ela agora?

Desculpa. Tenho saudades tuas. Queres ir dar um passeio um dia destes?

Estou?

"Confunde-se o que existe 
Com o que durmo e sou.
Não sinto, não sou triste,
Mas triste é o que estou." (fp)

Writer's Block (parte 123... ou seja ela qual for)

Toda eu sou uma tempestade de pensamentos que não param de revolver o fundo da alma. Entretenho-me com o mundo, como uma criança inquieta, mas não é a cabeça que está confusa. O que fazer quando tudo o que tenho são coisas que não se podem dizer? Cores secretas que fazem a cidade ficar mais triste. Pudesse eu viajar de comboio e fugir, de mim mesma, das coisas que levo por dentro da cabeça e por fora dos sentimentos. Houvesse algures uma caneta que escrevesse de facto a verdade, mas todas elas mentem.

Crime (visitando 2009)

Eu quero cometer um crime. Quero correr riscos e sentir a adrenalina, o suspense. Eu quero ser o teu crime.

Sinal de Alarme

crime #363 das 10h01 na última carruagem da linha azul. 


"A paixão é piegas, o Amor vai á luta." Vera Saldanha. 13 de fevereiro, 2012

Ninguém ouve, but listen to the girl


Às vezes gosto de me perder a ler as coisas que escrevo.  São como um fio de Ariadne para os cantos escuros que já não consigo encontrar. Quero encontrar? Já fui muitas pessoas, e de repente sinto que todas são partes de um mesmo corpo desconjuntado que se quer montar como um puzzle mas que não consegue, está estragado, faltam peças. Talvez algumas estejam contigo, eu não acredito, mas quem sabe. Já foste palavra nos meus textos. Foste saudade, amor, morte, sexo e vontade, e quem sabe é mesmo isso que me falta.
A verdade é que a maior parte das vezes tenho preguiça de escrever, as minhas mãos são demasiado lentas para a minha cabeça, perco as ideias por não as conseguir escrever ao ritmo a que elas nascem no ninho da imaginação. Cliché? É triste, mas é mesmo assim. Vamos conversar em slow motion, quero ver como te mexes, não estás morto pois não? Quero fazer parte de uma banda, cantar para ti, mesmo quando não estás a ouvir. Mas a terra já rodou demasiadas vezes e não sei onde páras. Qual é a tua janela? Já não sei onde moras nem sei a cor do teu pijama. Raios, há mil coisas que eu quero fazer, quero sentir a vida, a vida a maior parte das vezes não se sente, mas quando se sente, vale mesmo a pena.

E o escuro ruído da chuva é constante em meu pensamento. Chove? Nenhuma chuva cai...(FP)

O azul do céu faz pena a quem não pode ter na alma uma azul do céu também

Um desejo, não de ser ave,
Mas de poder
Ter não sei quê de voo suave
Dentro em meu ser.

(Fernando Pessoa)

Contos do arco da velha, dos dias de frio em que os pés se tocavam na vez das mãos. Mas não interessa... já nada interessa, está tudo morto.

Há um fantasma que espreita pela janela para saber as horas. Na minha embriaguez, partilho com aquele fantasma o meu conhecimento das coisas simples da vida. Olha para mim fantasma, como é linda a noite, prolonga-se para lá do horizonte até ao sol nascer. Arrasto os dedos para escrever, bebo, bebo e assim acredito que a vida é bela. Acredito que o amor e o sexo se descomplicam. Há coisas que te quero mostrar, eu quero mostrar-te coisas que não conheces. Só penso nelas quando estou bêbeda, se assim não fosse não saberia da sua existência. Passo à frente da tua janela e fico à espera que espreites, como o fantasma, mas nunca o fazes. Espreita meu amor... espreita.

O caderno vermelho II

Pudesse eu perceber alguma coisa do que se passa dentro da minha cabeça e escreveria um livro sobre como vestir uma mulher com pele de cobra. Mas não percebo nada e tudo são palavras diferentes, de pessoas diferentes, como se uma bomba tivesse explodido e houvesse a necessidade de reconstruir um corpo mas não se sabe bem qual - nem bem como. Vivo com os pés na cabeça por cérebro e a cabeça nas mãos. Não dá para ter conversas ou pegar em coisas, sou um vice versa sem sentido.
E a lua continua a crescer ou decrescer lá fora, como se nada fosse, sem pensar nesta carnificina que vai dentro dos meus eus que vão existindo dentro e fora de mim, pois quando dou por mim já não dou por quem sou.

O caderno vermelho

O meu pai era um homem alto e forte que chegava sempre a casa tarde. Eu ficava muito contente quando o via, com ele chegava o silêncio com que todas as coisas se vestiam, um nocturno diferente. Nunca conversámos, eu e o meu pai, talvez sobre trivialidades, frases curtas, para que eu agora não pudesse escrever que conversava com o meu pai. 
Eu achava que tinha o melhor pai do mundo, mas estava enganada, há pais melhores, o meu era mais ou menos. Eu às vezes queria estar muito zangada com ele, mas não consigo, primeiro porque ele é meu pai, segundo porque sei que ele não é lá muito feliz. O meu pai é uma pessoa solitária e não consegue mostrar o que sente. Tenho pena por ele, porque o amo e ele não sabe isso. Queria que ele soubesse. 
Obrigada pai pelos pés que me deste e por me pores na rua, o mundo é um lugar grande e há espaço para todos. Somos muitos e felizes.

Saturday was like this (exploring the multiple personality... I'm sorry, exposure!)

Self-Portraits with phantom





Missão para hoje: photography!

(vertigem)

s. f.
1. Sensação ilusória de movimento do corpo ou movimento à volta do corpo. = DELÍQUIO, TONTURA, VÁGADO
2. [Figurado]  Tentação súbita; acto descontrolado ou irreflectido, súbito e irresistível pela sua própria força e instantaneidade.
3. Capricho, fantasia, desejo irresistível.

Tudo dorme e é feliz, menos eu.

"Sou os arredores de uma vila que não há, o comentário prolixo a um livro que se não escreveu. Não sou ninguém, ninguém. Não sei sentir, não sei pensar, não sei querer. Sou uma figura de romance por escrever, passando aérea, e desfeita sem ter sido, entre os sonhos de quem me não soube completar.


Poder saber sentir!" (O Livro do Desassossego)

Revisited (exercícios)

Carlota era uma rapariga enfezada e sem piada. Os cabelos pretos, pingões, que lhe pousavam nos braços como um manto de velha,escondiam-na como um cortinado esconde os trastes de família. Os olhos, herdados do lado do pai, eram grandes e cinzentos. Descaídos, no entanto, conferindo à pobre rapariga uma ar tristeza que lhe tingiu a alma com o tempo. A boca era pálida como a de um morto, lábios finos, inertes, lábios que não sabiam certamente sorrir. Carlota era uma rapariga triste filha de pais professores. Não tinha muitos amigos, mas isso não lhe fazia falta pois ela nem sabia o que era isso de ter amigos. No Verão, quando os primos da cidade visitavam os avós, Carlota convivia com eles a contra gosto, não sabia brincar com outras crianças e acabava sempre por criar inimizades com a prima Ana, prima que odiava em segredo por ser a favorita da avó. Os Invernos passava-os no seu quarto a brincar com as bonecas que a avó lhe trazia de Espanha, eram todas de um plástico barato e tinham mãos grandes com dedos abertos que arranhavam, a única coisa que faziam era abrir os olhos e fechar. Ainda assim ela mantinha-as bem arrumadas por tamanho e cor de cabelo, não lhe agradava a desarrumação, tudo tinha de ser ordenado. Diziam os pais, quando os primos lá passavam, que Carlota seria no futuro uma excelente bibliotecária, quem sabe trabalhasse num importante arquivo algures a catalogar processos. Carlota suspirava, sabia lá o que os pais queriam dizer com aquilo, ela somente desejava viver na aldeia para sempre, a confusão de gente deixavam-na triste e só. 
Carlota era uma criança diferente. Vivia naquela solidão de ser a única com bonecas de plástico.

Pausa para lanchar . Pausa para respirar . Pausa para redefinir a brancura (clarão indeciso que precede a aurora)

Eu faria um filme a preto e branco... e depois, se eu pudesse, comprava um projector para ficar a noite inteira a ver as folhas abanar com o vento.

And just like Ondine (a bit unpredictable): today's mission is - photography!

pudessem as mãos escrever

o que diria desta inquietação

Let them eat cake (It's just... It's just winter everywhere. trust your head around. you just ain't receiving, your phone is off the hook. your doors are all shut. all is full of love!)

Não o amor, mas os arredores é que vale a pena.

Uma inquietação enorme fazia-me estremecer os gestos mínimos. Tive receio de endoidecer, não de loucura, mas de ali mesmo. O meu corpo era um grito latente. O meu coração batia como se falasse.

A solidão desola-me; a companhia oprime-me. A presença de outra pessoa desencaminha-me os pensamentos; sonho a sua presença com uma distracção especial, que toda a minha atenção analítica não consegue definir.

"Quero-te só para sonho", dizem à mulher amada, em versos que não lhe enviam, os que não ousam dizer-lhe nada.

(Bernardo Soares)




E enquanto não escrevo nada, vou tomando nota das coisas que escrevo.

In an imagery mood (again)

Writer's block...

Em vão, em vão, e o céu

Mas eu, o mal-dormido,
Não sinto noite ou frio,
Nem sinto vir o dia
Da solidão vazia.
Só sinto o indefinido
Do coração vazio.
(Fernando Pessoa)