Ópio do Povo - dizer o quê

Não querer nada é como uma doença. Começa com o excesso de merda. Há demasiadas opções no caderno da vida. É um totoloto de cruzes que não podes apagar ou mudar. Escolhes a tua chave e jogas com ela. Dão-te é a ilusão que podes ganhar alguma coisa com isso.
Casa-te. 
Trabalha. 
Estuda. 
CALA-TE. Não fales, não penses. 
Come. Comer é muito importante.
Tens um prémio, sabes? O dinheiro, o protagonismo, a importância na escala social. Uma televisão, um carro e no fim - uma casa. Depois vem a reforma. Os filhos que não querem saber de ti. 
Queres ser alguém? Entra no jogo!
É que o relógio "tique-taca" sem parar e quando menos esperares estás a urinar para um fralda com uma agulha enfiada na veia do pé para te alimentar o sangue. És velho e já não queres saber mesmo de nada. Pensas na tua vida lá longe nos confins do passado e achas que realmente não viveste nada. Sabes que mais? Não viveste. Jogaste nos números errados e não ganhaste NADA. A tua televisão é uma merda. O teu carro? Quem o quer? Com sorte, mudam-te a marca das fraldas para que não fiques com o rabo assado.
Temos opção? É uma ilusão. A vida é uma fábrica gigante de carne para alimentar o chão. Vivo para morrer e dar de comer à terra. E eu nem me importo. Eu sempre quis ser uma flor.
A dor de querer. Quero.
Eu quero acabar com tudo e não me importar com nada.
Passear semi-nua no areal. Comer conchas. Beber o céu.
Mas nada disso existe. Querem matar as metáforas. Fazer delas frases esquecidas dentro de livros que talvez nunca sejam lidos. 
Eu não existo. Não existo neste conceito de existência que me querem vender. 
Sou como as línguas mortas. Um vago registo de algo que ninguém se lembra.

apontamentos 2

O suicídio, naquele momento, era o ponto final da burrice. 25 anos de ignorância eram de mais para aquele corpo franzino. Queria acabar com tudo - os livros que nunca lera, os países que nunca visitaria, o sexo que não viveria por medo e ignorância. A ignorância tinha marcado aquela vida para sempre. E ela sabia que não importava, as pernas dela eram longas. Mas para quê pernas longas quando não há o conhecimento que acompanhe essa "longura"? 25 anos de futilidade iriam acabar com uma garrafa de rosé e uma bala. Que acabe tudo, logo e depressa para não mais ter de me enfrentar diante do espelho.

apontamentos

O meu amor é uma caixa de Pandora. Cuidado.

idiotice

Andei a visitar os meus primeiros posts naquela sede de me reencontrar nas linhas que já não me lembro bem de onde são. Na realidade essa outra Maria tinha uma inocência que fui perdendo - afinal as maçãs crescem nas árvores, mas não são para toda a gente. Não quero esconder a cabeça debaixo da areia e não ver a realidade, ando numa busca desenfreada para perceber os motivos de tudo. E eu nunca quis saber de nada. Como me irritam estes momentos inclassificáveis em que me perco em explicações que não fazem sentido nenhum.

X = Y

Odeio café. O sabor... o amargo causa-me arrepios. No entanto, tenho dentro de mim esta crença que me diz - se eu gostar de café, alguém há-de gostar de mim.

a felicidade, esse unicórnio que nos enlouquece

Escrever é uma dor de cabeça na ponta dos dedos. Tens coisas que queres dizer, mas sabes bem que não há quem tenha pachorra para te ouvir. Então, escondeste debaixo da cama e escreves esses teus diários onde falas nas futilidades da tua vida. Mas pensas o quê? Que apenas tu tens perguntas e dúvidas? Apenas tu sofres esse mal universal que é estar vivo e trabalhar para comer e... e sorrir? Somos alimentados para sorrir, "sejamos felizes vá lá, vamos fazer um passeio porque somos muito felizes". Estou farta de pessoas, tenho um ódio universal por toda a gente, especialmente aquele miúdo das riscas azuis, quem ele pensa que é para sorrir e saltar? Ah... este vicio de escrever que não me larga e me corrói. Tenho medo de morrer... medo de morrer...

O conto da formiga.

Acreditar é difícil. É difícil acreditar que as coisas são o que são. Queremos sempre que sejam outra coisa qualquer - melhor. Damos tudo para não ver a realidade tal como ela é - feia. Somos como as formigas - um ponto qualquer que se mexe lá em baixo - para quê?

com caneta azul

Tenho hábitos esquisitos. Sou obsessiva. Se há coisa de que tenho medo é de todas as coisas que posso fazer inexplicavelmente. Esses apetites estranhos que surgem na escuridão. Não sei nada de nada. É isso ser inocente? É ser ignorante? É ser livre de... ser livre do peso de saber das coisas? Diz alguma coisa, diz qualquer coisa. O teu silêncio deixa-me perdida. Em breve temos de acordar novamente e é mais um dia. E eu quero mostrar-te tudo, dá-me um sinal, diz qualquer coisa, alguma coisa.

fragmentos de contos de alguém que quer escrever depois de não o fazer durante algum tempo

Mariana acreditava que era estúpida. A culpa nem era dela, o pai é que a fez acreditar que era mulher e ainda por cima estúpida. "A sorte é que ela não liga minha filha, ela é pequenina" ouvia dizer a avó dizer à mãe que chorava escondendo a cara entre as mãos. Queria ter tido um rapaz, Mariana sabia que a sua existência era um engano, e o seu pai fazia-lhe ver isso diariamente. Ninguém se lembra bem dela, passou despercebida a vida inteira. Como se achava estúpida, preferia não fazer as pessoas perderem tempo com ela, e afinal de contas ela... ela não se importava.

La la la, está sol e eu pinto! Pinto aqui e ali, nada fica intacto!

"Hoje não podes brincar, tens de estudar" "Mas eu quero brincar" "Vai estudar" "Não, eu quero uma banda" "Procuram-se pessoas excêntricas o suficiente para formarem futura banda!" "Maria, vai estudar" "Eu já não estudo" "Então vai viver"

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Dois algarismos. Número ímpar. Não costumo pensar muito nessa coisa da idade, mas o tempo foi passando e apanhou-me de surpresa.

O que me faz ser o que sou?

A pintura? Caracois? Camomila? Dizer «Plum Plum»? Botões e linhas? Aprender coisas que nao sabia? Andar na rua sem saber para onde ir? Fazer desenhos com a colher do café? Campos de flores? Campos com camomilas e oliveiras? Charcos de água no Inverno? Gelados na praia? Pés descalços na praia? Nao saber dançar e dançar na mesma? Pôr a mão de fora da janela do carro e voar? Andar de comboio? Adormecer? Andar de bicicleta? Acordar? Rir e rir? Gostar de pessoas que riem? Folhas soltas? Passeios no parque e garrafas de vinho branco? Abrir e fechar os olhos como se fossem uma janela para a rua? Vagabundos? "Vádias"? O amor? Pijamas? Janelas abertas? A lua? Conversas sem sentido? Casas cor-de-rosa como as que eu desenhava quando era pequenina? Casas cor-de-rosa rosa com velhinhas muito velhinhas curvados pelo tempo a tentarem abrir a porta? Estrelas? Livros? Discos antigos e cadeiras usadas? De estar à flor-da-pele? Serei eu quem sou por gostar de gavetas que se perderam na rua e não sabem voltar para casa? Gostar de ver filmes à noite e à tarde? De telhados? Gatos pretos? Perúcas? Gatos no geral? De escadas escadotes e escadinhas? Dos homens do lixo? De esquecer-me dos acentos quando escrevo? Pincéis? Guarda-chuvas? Po preferir cafés com janelas para a rua? Chapéus? Viagens de comboio? Fotografias? Por gostar de tirar fotografias a mim mesma em qualquer lugar e em qualquer circunstância? Baloiços e palhaços de circo? Pianistas e flautistas de rua? Das copas das àrvores? De Meninos Gordos? Fazer chuva e entrelacar os dedos? Cerejas? Morangos e ananás? Risos? Saltos. Corridas. Pontes antigas. Torres. Pontes vermelhas. Brincos grandes. Framboesa. Molhar as Das pontas dos dedos em água fria? Por cantar mal? Por querer cruzar-me com estranhos? Querer 1000 coisas e não querer 1000 coisas? Por rir quando ponho óculos grandes? Escrever bilhetes e pôr cartas no correio? Receber cartas? Inventar postais? Relógios de corda? Sapatos? Maçãs verdes e passeios na praia. Grilos. Polaroids. Restaurantes chineses e pessoas do Peru. Passeios de autocarro? Filas nas bilheteiras? Lugares com relva? Do verde? Do vermelho? Dos cobertores azuis devido a uma memória que ficou esquecida no tempo? Dos livros? Das paixões fugazes pelo amarelo? Janelas abertas? Janelas molhadas com água da chuva? Janelas sem casa? Abraços inesperados e cartas de amor? Poemas? Pégadas na neve? Músicas oferecidas? Gelados? Margaridas. Carros velhos e estradas secundarias! Árvores altas e passeios em terra batida. Faróis. Fazer caretas ao espelho? Andar descalça e meter os sapatos na carteira? Soprar dentes de leão? Saltitar? Matar saudades? Comer arroz duas vezes por dia? Subir e descer ruas? Café? Por me distrair? Café? Observar pessoas? Por gostar de velhotes de mãos dadas? Velhotes que falam comigo? Velhotes que não fazem nada e que estão na rua? Velhotes que se sentam nos jardins? Café? Da palavra "tonto" dita 30 vezes por dia? De canetas azuis? Por gostar mesmo de café? De lugares comuns? Do brinde com bananas do Filipe? Fitas coloridas? De barcos de papel e de joaninhas? Lareiras acesas? Meias de lã? Meias no geral? Feijões azuis? Sinos? A palavra "repolho"? Silêncios e sorrisos? Velhotes que se aventuram? Relógios de corda que fazem tic tac até enlouquecermos? Andar de bicicleta de olhos fechados? Emprestar livros? Que me emprestem livros? Livros velhos? Livros usados? Escrever sem motivo aparente? Pensar no amor? Fazer o amor? Por fugir de abelhas? Por gostar de fumadores pensativos? Cigarros que se consomem no cinzeiro? Dias de Setembro? Casacos gigantes que tapam as mãos? Tocar ao de leve em borboletas distraídas? Gritar? Saltar em cima da cama? Fechar os olhos e sentir o vento? Dias de chuva? Pessoas encolhidas pelo frio? A palavra "gordo" em contextos estranhos? Maos escondidas nos bolsos? Maos que enchem bolsos? Dizer bom dia a estranhos? Correr para apanhar o autocarro. Serei eu isto? Eu sou isto?

Sangria

Há um fantasma que espreita pela janela para saber as horas. Na minha embriagues, partilho com aquele fantasma o meu deconhecimento das coisas simples da vida. Arrasto os dedos para escrever, bebo, bebo e assim acredito que a vida é bela. Acredito que o amor e o sexo se descomplicam. Há coisas que te quero mostrar, eu quero mostrar-te coisas que não conheces. Só penso nelas quando estou bêbeda, se assim não fosse não saberia da sua existência. Passo à frente da tua janela e fico à espera que espreites, como aquele fantasma, mas nunca o fazes. Espreita meu amor... espreita.

Preciso de um nome novo...

tempo de mudar, é Primavera!

Sunny day

Conta-me histórias daquilo que eu não vi, conta-me histórias... que eu não vi.

notas soltas

Sempre imaginei que na vida haveria algures um farol para os que se perdem. Imaginei que como aqueles que buscam a terra no mar, um foco de luz me mostrasse que este caminho me está a levar para qualquer lugar. Sempre admirei os faroleiros, fazem parte do meu imaginário infantil. Para mim eram marinheiros com medo do mar, homens solitários, pensativos, que fumavam longos cachimbos pela noite dentro sentados numa cadeira velha. Algures na minha infância eu quis ser faroleiro. Ser a esperança longínqua de um chegar a cada tão desejado.

procurando-me

“Sou tão misteriosa que não me entendo.” (clarice lispector)

rainha de copas - 6 anos

"Mãe, a minha cabeça não me deixa em paz" "Não!?" "Não, eu queria deixa-la nalgum lugar mas ela sabe sempre onde me encontrar... devia era cortá-la e deixa-la lá fora ao pé das abóboras a ver se ela aprendia a lição" "Qual lição?" "A de deixar-me viver..."

na mesma folha solta dentro do meu caderno

Naquele tempo era normal os pais não amarem os filhos. Nada havia a fazer para os evitar, acontecia em qualquer altura e nem sempre na melhor. Sim, de facto, naquele tempo era normal não amar. A família era como uma sopa da pedra, vários desconhecidos sentados à volta da mesa, juntos para comer. O Português gosta de comer.
Por isto tudo eu morri à fome - a verdade é que nunca fui muito de comer com estranhos.

uma folha solta dentro do meu caderno

Maria espancava todos os seus animais de estimação. Não fazia por mal. Levava-os para o quintal e escondida nas sombras batia nos gatinhos pequenos que a arranhavam de sofrimento.

Coitada.
Coitada da Maria.

Tanta pancada da vida fizeram-na acreditar que o amor era uma mão pesada no lombo. Arrependia-se, arrependia-se e com lágrimas nos olhos abraçava os gatos, beijando-os. Ao bater-lhes, não fazia mais que bater-se a si própria, uma espécie de procura solitária para dar um sentido ao amor. Não percebia nada do mundo a pobre Maria, o silêncio era o pão diário, e as estradas eram feitas de terra. Valia-lhe a vista da Serra do Marão, os gatos, que ainda assim a amavam, e o céu estrelado no mês de Agosto.

Maria tinha 7 ou 8 anos na altura em que eu escrevia sobre ela. Como a mãe lhe dizia, já era uma mulherzinha.

=)

"I live on Earth at present, and I don't know what I am. I know that I am not a category. I am not a thing — a noun. I seem to be a verb, an evolutionary process — an integral function of the universe." R. Buckminster Fuller from "I Seem to be a Verb"

aliás, vale a pena pensar nisto

é preciso ter a luz certa para uma fotografia ficar perfeita. escrever era assim, escrevia-se quando estava sol, o alpendre fresco, o ribeiro a cantar, os pássaros conversando sobre os grilos da noite e as flores da tarde. escrevia-se sobre o sentimento mais simples da vida - o amor. naquele tempo escrevia-se sobre o que não se podia ver nem ouvir à luz do sol. suspirava-se entre cada palavra, depositava-se na tinta e no papel a esperança de um sorriso, de um final feliz. quem sabe ver o mar ao amanhecer, quem sabe o campo ao entardecer, e mais tarde, as estrelas na manta azul que a avó tempo teceu. o amor foi passando de moda. como um trapo colorido que ao sol foi perdendo a sua cor intensa. agora é só um pano deslavado e sem cor definida. um nem peixe nem carne. sentir por sentir. fingir não sofrer. os bilhetes de amor e as mãos dadas às escondidas fazem falta. o alpendre nunca mais foi o mesmo sem as cartas de amor. a ribeira canta mais baixinho, os pássaros? esses falam do tempo para o fazer passar.

High!

Got brass in pocket
Got bottle Im gonna use it
Intention
I feel inventive
Gonna make you, make you, make you notice

Got motion restrained emotion
Been driving detroit leaning
No reason just seems so pleasing
Gonna make you, make you, make you notice

Gonna use my arms
Gonna use my legs
Gonna use my style
Gonna use my sidestep
Gonna use my fingers
Gonna use my, my, my imagination

'cause I gonna make you see
Theres nobody else here
No one like me
Im special so special So special
I gotta have some of your attention give it to me

(Pretenders)

I'll be your plastic toy! For you...

A semana começa hoje. Começa exactamente às 11:30 (am). Há coisas sobre as quais eu gostaria de escrever, deixar uma mensagem importante para o mundo, falar sobre política, quem sabe religião... o problema é que... o problema é que hoje calcei uns sapatos novos e doem-me os pés. Sei que a maior parte das coisas que digo são uma patetice, e aquele pequeno mistake sobre o Japão, eu sei eu sei, marcou-me para sempre. Mas estou a tempo, não estou? Tenho tempo para poder fazer coisas que marquem alguns, estou a tempo de tornar o dia das pessoas mais alegre, mais azul? Porque raio é tão complicado assumir que temos quase 25 anos e que queríamos era ter 18? (são só uns 7 aninhos de diferença) O que é que marca profundamente as pessoas? Não é aquele punhado de memórias que se guardam religiosamente? Não é aquele suspiro de emoção naquelas noites sem fim em que o mundo nos pertencia? Não era dançar!? Preciso de ir andar de bicicleta. Mexer as pernas faz-me pensar (deixemo-nos de "cientifiquices", please). O mundo é um lugar confuso e eu hoje só penso em sapatos. Sim, sim, eu sei, eu sou grande. Mas o que eu queria mesmo era ir andar de baloiço, jogar ao apanha, brincar... brincar sem haver relógios e tempo, brincar sem pensar no resto do mundo inteiro a morrer à fome, a morrer e a morrer. Queria ter de novo aquela inocência de não saber nada do mundo, a inocência de poder ser o que quisesse pois tudo é possível! Eu já namorei com um vampiro, lutei contra os barões da droga, vivi nos Estados Unidos, beijei o Batman e jantei com o Spider Man, e hoje... hoje eu queria fazer tudo isso outra vez!

Blobs

Esta coisa da musica faz-me pensar: Como será escrever uma música que depois vai fazer parte da vida de tanta gente?

vem comigo!

Essa miúda é uma fogueira
Que te acende as noites em qualquer lugar
E tu desejas arder com ela
Enquanto bebes o perfume
Que ela deita nos seus trapos de cor
Para te embriagar

Essa miúda é um exagero
Diz que sem ti não sabe voar
Mas tu adoras voar com ela
Enquanto inventas espaços novos
Ela vai arquitetando uma teia
P´ra te aconchegar

Essa miúda faz-te acreditar
Que o sol é um presente
Que a aurora trás
Principalmente p´ra ti

Essa miúda é uma feiticeira
Prende-te a mente e põe-se a falar
E tu bem tentas compreende-la
Mas o que sai da sua boca
Não parece condizer com o que ela
Te diz com o olhar
Essa miúda faz-te acreditar
Que o sol é um presente
Que a aurora trás
Principalmente p´ra ti
(jp)
Virginia Woolf - reading

Purpose...

"Há muitos barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarques onde se esqueça (...). Em dias de alma como hoje eu sinto bem, em toda a consciência do meu corpo, que sou a criança triste em que a vida bateu. Puseram-me a um canto do onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma ironia de lata. Hoje, (...), a minha vida sabe a valer isto. (...) ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios (...)." (FP)

a nossa noite perfeita (god I love you.... but you trouble me)

(E não faças essa cara, este, é o nosso segredo!)
Ingredientes:

Eu
Tu

Preparação:
Me: Would you like to go out tonight? It's a lovely night to go to the Odeon; sit in the back row. Sick of staying in...

So we threw on some clothes, walked slowly down the street, lit by lantern light, through the market square, studied the marquee, bought two tickets and some popcorn. And on the screen the hero stands, the female lead, hand in hand, and says: "God I love you,but you trouble me."
She pushes him away.

And as the credits role, I turned to You, I said:

Eu: What did ya think???
Tu: It was okay, I guess.That story is pretty old. It's a bit cliché and hackneyed, I thought; I thought.

And back out on the street we stopped for some ice cream. Talking quietly, there was nobody in the room in which we sat, as I reached across the table. And just as Our fingers caught, timidly, I whisper:

Eu: God I love you, but you trouble me.

(inspired by Tarkio)

fragmentos

Mariana tinha um sonho: cantar.