Birra de Sono - para si, servido com batatinhas e arroz branco a acompanhar
Para si, senhor das coisas fantásticas, das coisas fantásticas que devem ser em quantidade e não em qualidade (tau tau para si que pensa assim).
Ora, não é que o tema que sugeriu seja mau, é até bastante interessante, é daqueles que nos deixa divagar (a realidade é que não há uma resposta directa e concisa para a pergunta que me fez - pergunta ou pedido, podem ser ambos, um dentro do outro).
(Não, não foi nenhum pedido de casamento, e não, o texto que supostamente eu deveria escrever - uma página, não era, tamanho 8? - ora, não a página, o tamanho do texto... uffa, adiante)
A realidade é que não escrevi nem uma linha sobre esse tema... porquê? Porquê satisfazer assim um capricho estranho e sem qualidade?
"Sem qualidade?", diz o senhor levantando o sobrolho muito irritado com esta conversa toda, pois, é mesmo sem qualidade.
E agora chegue-se para lá que chegou a minha vez de falar das coisas que eu quero falar.
Que pode muito bem ser sobre nada.
Nada, é bom, é sinal que estamos a pensar em muitas coisas, tantas que essas coisas turvam a nossa mente de tal maneira que mais parece que estamos numa luta de lama (eu e uma chinesa? Que seja.), e então ficamos a um canto sem nada para dizer de interessante.
Isso é crime?
Diga-me, senhor da verdade absoluta?
Tome lá para si, um rebuçado de menta para lhe adoçar e boca.
E agora?
Agora deite-se e durma, eu estou com birra de sono.
Nostalgia ou queda na realidade?!...
há dias assim... e assado
Inexistência
so good... soooo goooood!
para quê?
lágrimas de crocodilo
Porque é que é tão difícil escolher o que queremos ser?
o fenómeno dos cometas-leões (?)
Eram umas montanhas bem especiais aquelas. Eram tão altas que lá de cima só se viam nuvens brancas e pássaros a voar. Eram tão altas, tão altas que ninguém sabia que elas existiam, ficavam mascaradas no azul do céu e só alguns as conseguiam ver, mas julgando-se a sonhar, não acreditavam que pudessem existir montanhas tão grandes.
MONTANHA 1 - OU O MAR
A Montanha 1 era tão alta que ninguém sabia bem que ela existia. Estava quase sempre camuflada de gordas e grandes nuvens brancas que a abraçavam sempre. Na Montanha 1 vivia um menino muito pequenino com umas mãos muito muito grandes.
Mãos como nunca se tinha visto.
Este menino vivia numa casinha e tinha um jardim grande cheio de estranhas plantas marinhas e pequenas árvores azuis.
Todos os dias (talvez como outro menino num planeta distante chamado B qualquer coisa...), todos os dias ele se levantava cedo para cuidar do seu jardim. E era um jardim muito especial. Um jardim cheio de golfinhos e estrelas do mar, baleias e peixes-gato, e tantos outros bichos-plantas que era de pasmar aqueles que nunca tinham visto lugar igual. Todos os dias os regava, tapava do sol, protegia do frio, do vento... E assim vivia contente desde sempre no topo da sua grande montanha.
No entanto, notavam-se estanhas alterações no seu estado de espírito nos últimos tempos... Queria mais qualquer coisa, o topo daquela montanha parecia ser-lhe pequeno para tamanhas mãos, mãos, que a seu ver teriam de servir para mais coisas além de regar e tratar plantas.
Estava mais triste o menino, mais distraído, suspirava - quem sabe - por encontrar alguém que precisasse de mãos grandes assim.
MONTANHA 2 - OU A MONTANHA
A Montanha 2 era tão alta que ninguém sabia bem que ela existia. Era grande e escarpada, cheia de ervas rasteiras de flores brancas. Flores tão brancas que pareciam algodão das nuvens.
Na Montanha 2 vivia uma menina muito pequenina com uns olhos muito grandes. Olhos como nunca se tinha visto. Todos os dias ela se levantava cedo para observar o horizonte. E bem via lá ao longe cores diferentes, pássaros que nunca vira antes, estrelas e planetas, e de quando em vez lá podia plantar um cometa.
Ela gostava de cometas, podia soprar-lhes e eles voavam alto deixando uma cortina de sonhos atrás de si. Mas o que mais gostava neles era a capacidade de voarem para lá da sua montanha, poderem ver outras coisas, serem livres de planarem céu fora.
E assim vivia contente no topo da sua grande montanha.
No entanto, notavam-se estanhas alterações no seu estado de espírito nos últimos tempos... Queria mais qualquer coisa, o topo daquela montanha parecia ser-lhe pequeno para tamanhos olhos. Olhos, que a seu ver teriam de servir para mais coisas além de observar nuvens e planetas.
O FENÓMENO DOS COMETAS-LEÕES - OU O ENCONTRO
Um dia, um estranho cometa aterrou na Montanha 2. Era mais pequeno que todos os outros que ela já vira, mais fofo, macio, semi-trasparente - frágil. Subitamente, uma comichão inesperada na narina esquerda fá-la espirrar. Deu-se um "Atchim" tão grande que o pequeno e frágil cometa se evaporou em mil pedaços voadores que se espalharam toda a parte. Triste, e sem perceber o que era aquilo, continuou a fazer o que habitualmente fazia, tentando esquecer a comichão na barriga que aquele novo e estranho cometa lhe proporcionara.
Tempo depois, começaram a crescer por toda a parte pequenas plantas verdes, e de um momento para o outro, toda a montanha se cobrira de pequenos cometas fofos. Mas eram tantos, tantos que um estranho fenómeno se desenrolou. Estes cometas começaram a criar um estranho efeito na Montanha 2. As nuvens, por causa deles, começavam a afastar-se lentamente, dando à menina a oportunidade de ver coisas que nunca vira.
A DESCOBERTA - OU O ENCONTRO
Um estranho fenómeno abatera-se na Montanha 1. As nuvens haviam começado a migrar.
O menino não percebia, tentou demove-las, tentou perceber se elas estavam zangadas com ele, pediu desculpa, chorou quando elas se despediram. E sem ele se aperceber, um pedaço da Montanha 2 surge no horizonte.
O que poderia ser aquilo?
Ele mal podia conter a excitação que aquele momento lhe estava a causar. Era uma montanha igual à dele, e tão perto, era tão perto que se esticasse a mão poderia tocar no cume dessa montanha.
E foi então que a viu. Não a montanha, a menina!
Estranho momento aquele. Ela era como ele, pequenina, tinha duas pernas e dois braços, umas mãos pequeninas, que ele nem sabia ser possível existir mãos como aquelas, tinha cabelos grandes, tinha nariz... e uns olhos gigantescos!
Olhos como ele nunca vira.
Ficaram a observar-se durante alguns momentos. Ela sorridente, corada, feliz por finalmente poder ver coisas que nunca vira, e era tão bom!
Ele estupefacto, semi-alegre, semi-triste, ele não sabia bem.
«és como eu! estou tão contente
nunca tinha visto nada igual! Mas...
estás triste?»
Perguntou-lhe a menina.
«Sim»
«Porquê?»
«Porque eu pensava que quando encontrasse alguém
esse alguém seria igual a mim, ou pelo menos parecido...
tu és estranha, tens esses olhos... tenho medo de ti, és feia.
Eu queria encontrar alguém como eles»
Disse esticando a mão para uma qualquer cidade lá em baixo.
A menina ficou em silêncio, estupefacta.
Aquelas palavras magoavam-na. Não esperava que as coisas sem as suas nuvens fossem assim. Por momentos quis que tudo voltasse a ser como antes, que aqueles cometas estranhos não tivessem crescido na sua montanha e não tivessem empurrado as nuvens para longe.
O que era o medo? O que quereria dizer feia?
«Talvez devesses descer a montanha então»
E ele assim fez.
Fermez vous les yeux - ou "Faites de beaux rêves"
A menina continuou a viver na Montanha 2. A menina não deixou de fazer as coisas que fazia, tentava no entanto não pensar no menino da Montanha 1. As nuvens acabaram por voltar, depois de todos os cometas-leões terem explodido. A única coisa que mudara, é que sonhava com mais frequência. Sonhava com aquele menino estranho que tão cruel fora com ela. Sonhava que quando ela tinha frio, se deitava nas suas gigantescas mãos e sonhava com coisas boas.
Nunca mais se voltaram a encontrar.
Mas há quem diga que o menino da Montanha 1, depois de ter chegado à cidade, percebeu que de todas as pessoas à sua volta, aquela menina da Montanha 2 era a mais bonita.
Arrependeu-se das coisas que lhe havia dito. Dizem que ainda hoje ele tenta encontrar a Montanha 2 para lhe pedir desculpa, para lhe dizer que finalmente sabe para que servem as suas gigantescas mãos - para abraçar.
Não desiste, e todos os Outonos sopra com força dentes de leão ao sabor do vento na esperança que um lhe mostre o caminho da felicidade.
FIM
in a kind of storywriter mood
1º CASO
Havia uma rapariga, cujo nome ninguém sabia.
Era uma rapariga como qualquer outra, provavelmente tinha um nome banal como outras tantas como ela, um nome próprio bastante comum - uma rapariguita qualquer.
Nem muito alta, nem muito gorda.
Nem feia, nem bonita.
Não era ruiva nem morena.
A única coisa diferente que essa rapariga tinha, agora me lembro, eram os olhos. Que olhos!
Eram uns olhos diferentes.
Maiores.
Mais luminosos, mais da cor do sol que outra coisa que exista na terra.
Eram daquela cor que só conseguimos encontrar quando o sol se põe bem lá depois das ultimas nuvens, bem lá depois da última gota de mar que vemos no horizonte.
Ninguém sabia que essa rapariga existia.
Tal como ninguém sabe que muitas outras raparigas existem, mas esta era ainda mais especial nesse sentido, porque não tinha família alguma e também não se lhe conheciam amigos, e ao que parece, as pessoas tinham tendencia para se esquer com terrível facilidade que ela existia.
O senhor da mercearia nunca se lembrava dela, embora a visse todos os dias a comprar o habitual - uma maçã verde e outra vermelha.
Os vizinhos esqueciam-se quase sempre dela, julgavam até que a casa não estava ocupada, havendo muitas confusões associadas.
Era como se esta rapariga não existisse para ninguém se não para ela mesma.
2º CASO
Aquele palhaço, estranho o Palhaço.
Ele tinha sido um dos maiores artistas circenses de que há memória. Os seus truques alegres eram a maravilha de tanta gente, a sua roupa surreal de belos losangulos, as suas histórias sempre tão reais, os seus improvisos, a sua exagerada teatralidade, a sua comoção, o seu sofrimento ensaiado, a sua entrega ao público... "um génio", diziam-lhe.
Toda a gente o queria ver. Os bilhetes esgotavam-se numa questão de horas, e era amado por muitos por este mundo fora.
Com o passar do tempo, no entanto, tornou-se mais soturno, as suas histórias mais reais, mais próximas daqueles que o iam ver, que o iam ouvir. Tão próximas, que muitos se comoviam ao ver as suas vidas representadas num tapete de lona, numa tenda suja de circo.
Aquele palhaço, estranho o Palhaço.
Um que sabe com detalhe a vida de cada um de nós. Um Palhaço que nos observa e representa na perfeição - todos os nossos movimentos, os nossos tiques, que mima detalhadamente os nossos maiores medos, as nossas tristezas mais tristes. Não tardou a ser despedido e por muitos esquecido.
Aquele palhaço, estranho Palhaço aquele.
Desolado, só e mal amado, deu por si numa rua escura a representar para o passeio.
O seu chapéu, outrora lustroso, está agora na laje fria esperando as caricias de algumas moedas atiradas a medo e à distância, uma moeda que lhe pede silêncio.
Conta ainda histórias que são demasiado parecidas com a minha e com a tua vida, e todos lhe fogem, todos tentam não escutar da sua boca a história da vida que não queremos ter.
1º CASO + 2º CASO = 3º CASO
Um dia, sem qualquer aviso, sem ninguém prever que tal fosse acontecer, essa rapariga cruzou-se com esse Palhaço, em mais um daqueles estranhos eventos a que podemos apelidar de coincidência.
"Para onde ia ela?", é a pergunta sem resposta que muitos fazem. Na realidade ninguém sabe ao certo, e poucos se lembram de a ver nesse dia.
O que é certo é que ela seguiu por ruas que desconhecia. Coisa que jamais fazia, não fosse ela também esquecer-se de si e do pouco que sabia da sua vida. Mas aquele dia pedia mudanças extremas na rotina, e ela cedeu a esse ímpeto infantil - contrariar aquilo que lhe parecia certo.
E tudo aconteceu da seguinte forma...
Era o seu dia de folga, de um trabalho que talvez nem exista neste mundo. Era Outono. E sem saber explicar porquê, as folhas coloridas agradavam-lhe bastante. Pareciam acenar-lhe muitas "boas-vindas" lá do alto.
Depois de regar com atenção os seus 9 "vazinhos", com a mais estranha variedade de plantas que se possa imaginar, saiu de casa em direcção à mercearia, onde mais uma vez comprou as habituais maçãs e se apresentou, mas sem grandes explicações como fazia de costume, hoje o dia apressava-a para outras ruas, e não havia tempo.
Decidiu andar a pé. Deixaria os túneis do metro para dias mais banais que aquele, parecia-lhe bem assim. As árvores atiravam belas folhas carmim à sua passagem, os pombos, irrequietos faziam danças nos seus pés e os sem abrigo cumprimentavam-na ao longe com um breve movimento de cabeça. Tudo lhe parecia estranho naquele dia.
Talvez fosse a luz, mais amarela que o costume, talvez a presença das pessoas na rua.
Pessoas de caminhar apressado, de olhar vazio que se desviava das árvores, pessoas de mãos frias que empurravam levemente quem caminhava devagar.
Parecia que poucos a conseguiam ver. Talvez, somente aqueles que tinham tempo.
Andou o dia todo.
Perdeu-se por muitas ruas encontrando-se noutras que nunca tinha visto.
O sol começava a pôr-se quando decidiu parar um pouco.
Parou num banco de jardim. Um jardim pequeno, daqueles redondos, daqueles que ninguém sabe para que serve e que "mais valia ser transformado em rotunda" (alguns comentam).
Um jardim tão pequeno que tinha apenas quatro bancos, uma grande árvore no meio e uma estátua (daquelas estátuas de alguém de quem ninguém se lembra, com uma chapa em bronze com um punhado de palavras gravadas).
Comeu a maçã verde. Observou com detalhe o céu, as casas à volta, a árvore, a estátua que era afinal de uma poeta já falecida, e cujo poema dizia assim:
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
E foi então que o viu - O Palhaço. Lá longe, ao fundo da rua da esquerda.
De pé. Gesticulando e pulando para as pessoas que passavam.
Parecia contar histórias. Parecia que ninguém o queria escutar.
Parecia que como ela, não existia.
Ao vê-la aproximar-se ele baixou os braços e ficou em silencio.
Olhou-a demoradamente até ela estar próxima o suficiente para lhe ver os olhos cor de sol.
Ela sorri-lhe e pergunta-lhe.
Voltaram ao jardim, agora de candeeiros acesos. Deu a primeira trinca na maçã e começou.
Julie Doiron - Pour Mon Amour
Jogo de palavras francesas
Peguei na lupa da minha avó e pus-me a espreitar pelo buraco da fechadura. Inocentemente, pensava que assim via melhor as coisas do outro lado. Espreitei. E o que vi era bizarro: o meu avô António prendia a vaca a uma trave de madeira velha com um nó muito apertado. Depois, subiu a um banco e abriu a berguilha tirando para fora um peixe corado. Não sei como aquilo foi: a vaca a comer palha desajeitadamente e o avô pra cá e pra lá a esconder o peixe. Uma coisa eu sei: em casa dos avós não como mais peixe.
Got life, I got my life
Aint got no money, aint got no class
Aint got no friends, no schoolin
Aint got no wear, aint got no job
Aint got no man
Aint got no father, aint got no mother
Aint got no children, aint got no
Aint got no earth, aint got no water
Aint got no ticket, aint got no token
Aint got no love
I got my hair, I got my head
I got my brains, I got my ears
I got my eyes, I got my nose
I got my mouth, I got my smile
I got my tongue, I got my chin
I got my neck, I got my tits
I got my heart, I got my soul
I got my back, I got my sex
I got my arms, I got my hands
I got my fingers, got my legs
I got my feet, I got my toes
I got my liver, got my blood
Got life , I got my life
Bonecos de Trapos - Kodamas
Histórias de estranhos
a[gostos] X - o grito
a[gostos] IX- também eu tenho que aprender a existir?
a[gostos] VIII
tu wada na tod, tu wada na tod
(meri chadhti jawaani tad
petu munh na mod, tu wada na tod
tu wada na tod, tu wada na tod)
(neend humaari piya, tune chura
ayikahaa chupa hai piya tu hai harjaayi)
meri chadthi jawaani ..... tu wada na tod
(koi nahin hai tere mere bin yahan pechal
baithe chhao tale dekh wahan pe)
meri chadthi jawaani ..... tu wada na tod
(wada nibana hoga saajan tujhkodoli mein
bhi taake apne daal le jaa mujhko)
meri chadthi jawaani ..... tu wada na tod /
(Lata Mangeshkar - wada na tod)
a[gostos] VII- o grito
Alberto Caeiro
Todos os dias agora acordo com alegria e pena.
Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho.
Não sei o que hei de fazer das minhas sensações.
Não sei o que hei de ser comigo sozinho.
Quero que ela me diga qualquer cousa para eu acordar de novo.
Hoje... hoje sinto-me fútil.
2ª coisa fútil:um guarda chuva, especialmente se for aquele que eu vi no outro dia.
3ª coisa fútil: tecidos, apetece-me fazer coisas.
4ª coisa fútil: pintar o cabelo de uma cor qualquer... ruivo, loiro escuro, sei lá, qualquer coisa que me faça esquecer este desastre "cabeleireirico" que estou a atravessar com um corte de cabelo pavoroso que me faz parecer uma maçã (não faz, se fizesse até que era bom).
5ª coisa fútil: ganhar o euro milhões ou coisa parecida (era bom não ter que pensar em dinheiro, já chega ter de pensar se tomei ou não a pílula - hum!?).
6ª coisa fútil: expulsar as minhas ideias fenomenais da minha cabeça (quando tenho muitas ideias é difícil criar o que quer que seja, é só ruído - vvzzzzjjjjjjzjsdgdgttttatasfdddchhhhchcchhc).
7ª coisa fútil... aaahhh, e por aí adiante: não ter vento, ir ao pedicure, manicura, não ter pele seca e acabar com os problemas hormonais de uma só vez... ter um tesoura que corte! Bah... fútil!
a[gostos] VI
a[gostos] V
Sentados lado a lado lá ficamos a ver o jardim através das minúsculas janelas daquele esquecido comboio de lata. E que bem que me fez aquela viagem por esses mundos imaginados por aquela criança, que inventei ou que conheci, e que os descrevia tão bem com cores de lápis de cera!