Linhas soltas na agulha da imaginação

Há um sentido de desalento e desorientação na tarde que se põe. O sol despede-se sem grandes expectativas de festa, vestido de um amarelo pálido para não dar nas vistas, e os barcos que repousam no mar dormitam sem vontade de ir a lugar nenhum, como se o mundo inteiro fosse um lugar explorado e esgotado sem interesse. Foi assim que a rapariga do vestido azul foi dar com ela, quando saiu de casa na esperança de um fim-de-tarde promissor, um espectáculo triste digno de um quadro de hotel barato.

1 comentário:

Guilherme Crepaldi disse...

Prazer, na aleatoriedade da vida cheguei até aqui e antes de falar qualquer coisa li alguns textos. Não li muitas coisas, então citarei do que acreditei ser interessante até agora -que não é pouco.
A sua forma de escrita é muito bonita, é tem muito o que eu acredito ser necessário pra mim, assim como a organização do blog está interessante, antes mesmo de uma forma intuitiva, está bonito, seguindo um estilo, como um poema.
Não sei os outros, mas comigo seguir essa linha não é fácil, e estou proposto a aprender um pouco mais. Dentro de todo esse seu eu lírico encontrei uma grande artista que estou disposto a conhecer a obra. Parabéns pelo blog